

Em entrevista exclusiva ao Raposa de Marte, a banda Cosmotel conta
como um post no Facebook e dias jogando Minecraft resultaram em uma banda
São Paulo, 2022 - Com um post despretensioso em 2019, Carlos Eduardo – atual compositor, guitarrista e vocalista – externou sua vontade de realmente começar uma banda e deixar para trás os dias de performar covers. Denis Felipe– baixista desde o início da banda – partilhava da mesma vontade, e logo entrou em contato. Assim, a primeira formação da mais nova banda independente de Marília foi criada. Só um tempo depois, quando passavam por uma reformulação, Carlos lembrou de um antigo amigo, Samuel Berardo, que seria o atual baterista da Cosmotel, com quem o vocalista, em meados de 2012, passava seu tempo jogando Minecraft e praticando instrumentos.
A inspiração para o nome Cosmotel veio em um determinado momento onde um companheiro de Carlos começou a falar muito sobre um buraco negro. Ao mesmo tempo, outro amigo gostava muito do álbum Cosmo’s Factory, do Creedence. A partir dessa referência, houve uma fusão entre Cosmos e Hotel, originado de Hotel Califórnia, uma música dos Eagles.
Durante o ano de 2020, os músicos produziram o álbum intitulado “Retrato de Longa Data”, lançado em 29 de Julho de 2022, recheado com 8 faixas já disponíveis nas principais plataformas de áudio.
O Raposa de Marte teve o prazer de entrevistá-los e saber um pouco mais sobre
suas inspirações e sonhos. Confira:
RDM: Qual o processo para compor o álbum?
Carlos Eduardo: A gente tem uma fórmula: eu sempre começo sozinho a parte de composição, faço uma base da música e mando no grupo, a partir disso, o pessoal já começa a pensar em algumas ideias. É no ensaio que a gente junta tudo e começa a ver timbre. Muitas vezes eu faço música mais lenta, tenho a tendência a sempre deixar o bpm baixo nas músicas. Já no ensaio o Samuca puxa a música para frente e isso aí é legal. É a parte que eu mais gosto do processo de composição, onde começa a ganhar corpo, quando a gente começa colocar efeito na guitarra, no baixo, muda o timbre, a afinação da música, muda bpm, etc. É assim que a música chega na versão mais próxima do que vai ser no disco.
RDM: Já ouvimos de outras bandas que quando olham para os projetos
antigos, muitas vezes mudariam certos detalhes. Como vocês encaram isso?
Samuel: É bom ter esse pensamento de ‘eu poderia ter feito melhor, hoje em dia eu faria de um jeito melhor’, porque se você pensa desse jeito você tem noção que está evoluindo. Você fez o seu melhor e hoje consegue fazer melhor ainda. Naquela época você fez o que precisava ser feito.
RDM: Nós percebemos que no disco “Retrato de Longa Data” vocês
conseguem sintetizar diversos gêneros musicais. Como funciona para vocês
essa troca de estilos?
Carlos Eduardo: Em ‘Carrossel’, eu extravasei a vontade de usar teclado, eu piro nessas paradas de instrumental e uma coisa meio macabra, essa temática com ambiência de terror, meio fantasmagórica. Já em ‘Jovens Largados’ a gente optou por uma pegada mais Ska, abusando da bateria e do baixo para levar a música para onde queríamos, criando um clima alto astral.
De um post no Facebook, diretamente para os palcos de Marília
