

Com referências dos anos 70, André Prando consegue deixar sua marca de uma
maneira única e o Raposa de marte teve prazer de entrevistas
Nascido e criado em Vitória, Espírito Santo, André Prando já acumula em sua
carreira 2 eps,2 álbuns e 2 ao vivo. No rótulo mais comum, sua música se
caracteriza como MPB, mas no sentido mais experimental é denominado com
música psicodélica brasileira.
Seu ponta pé como artista foi lá em 2011, no festival Prato da casa, depois disso
André começa a publicar suas composições nas redes e no ano seguinte já inicia
seus frequentes shows e presenças em festivais por todo o estado.
Seu primeiro álbum foi lançado em 2014 e leva o título de Vão, com músicas que
já apresenta aos fãs qual o seu estilo e molda exatamente o sentimento que ele
deseja passar com suas letras. Em 2015 o cantor lançou Estranho e Sutil composto
por 10 faixas que o colocou nas listas de melhor do ano e o colocou no cenário
brasileiro. E em 2018 com o álbum Voador,em suas apresentações cenário e
figurinos eram conceituais, dividindo e climatizando o show em diferentes
momentos conforme suas músicas. O álbum além de encher os olhos de quem
curte o estilo, levou André ao Rock in Rio pela primeira vez em 2019.
Seu último lançamento em 2020, Calmas Canções do Apocalipse, foi projeto e
gravado durante a pandemia e com algumas parcerias.
O Raposa de Marte teve o prazer de entrevistar André e saber um pouco mais
sobre sua trajetória e seus planos para o futuro.
RDM - André, você comentou um pouco sobre o álbum novo,como foi toda a
experiência, já tá pronto? Conta pra gente.
André - Eu tô agora trabalhando no repertório né, o novo disco se chama Iririu, e
eu provavelmente vou lançar ele ano que vem, o último trabalho que eu lancei foi
Calmas canções do apocalipse, 2020, um EP. Esse agora vai ser um álbum
completo,o meu terceiro, eu tenho 2 EPs, 2 álbuns e 2 álbuns ao vivo, esse vai ser
meu terceiro álbum de estúdio. Eu to com nove músicas mais ou menos, estou
terminando duas ou três, em processo de composição ainda, quero ver se eu
termino pra ver se elas entram no disco mas eu to querendo fechar um disco com
dez músicas sabe? E dessas nove por exemplo que eu já tenho prontas, são sete
inéditas, ai tem uma que é Dharma que eu vou regravar, eu já lancei ela no EP
calmas canções, vou regravar ela e tem uma releitura de um outro artista
também, que também tá dentro. Então tá assim, no momento em nove mas eu
to querendo fechar em dez, e é isso devo lançar ano que vem, ainda não gravei, to
trabalhando no repertório e fazendo com bastante calma, bastante consciência
porque é um disco que eu quero que mais uma vez soe diferente, esse eu quero
que soe mais abrasileirado do que os outros, e muito atento ao que as músicas
estão dizendo, eu to muito feliz com as músicas e a cada trabalho eu consigo
considerar esse novo trabalho o melhor.
RDM - Uma das coisas que a gente queria saber, que a gente vê muito em
você não só nos trabalhos ao vivo, mas nos trabalhos André Prando em si são
referências visuais também, queria que você contasse das referências no
geral, sonoras e visuais.
André - Os grandes artistas dos anos 70, no Brasil, eles me inspiram muito, porque
70 né, não é uma coisa só sonora, mas como eu disse, foi uma geração fortemente
influenciada pelo movimento hippie né, é como se toda mpb dos anos 60, 70,
soasse rock roll, era o pop da época, tava na moda, era popular, e o movimento
hippie estava se juntando a essa cultura, então os artistas brasileiros eram
fortemente inspirados por isso, Alceu valença, por exemplo, um artista que
sempre defendeu fielmente a cultura regional dele,Pernambuco, o nordestino,
cordel, os ritmos nordestinos, ele era muito rock roll, a banda que ele tocou por
um tempo é o Ave Sangria, que era e ainda é psicodélico, teve uma época no
começo que a banda base dele era Ave Sangria. O Alceu me inspirou muito, Novos
Baianos, Raul Seixas, Sérgio Sampaio, Caetano, Gil, a Tropicália de uma forma
geral essa experimentação toda, os Mutantes, são artistas que sempre me
inspiraram muito como referência raiz sabe, o próprio Belchior, Milton Nascimento
e o clube da esquina, são artistas que souberam misturar o brasil com uma
cultura pop gringa de uma forma muito própria e talvez tenha ditado o que era o
brasil diante do mundo, acho muito lindo. Muita coisa que eu consumi na
adolescência que talvez tenha me trazido a música mais quente, mais rock roll, eu
ouvia muito punk, um hard core, por conta disso meu primeiro trabalho Vão vem
muito mais rock roll, muito mais ardido.
Dos palcos de Vitória para o Rock in Rio
