
Imagens de arquivo pessoal

Entenda a versatilidade de Tori com composições marcantes e influentes
Tori, ou, Vitória Nogueira, é uma musicista e cientista social, sergipana que
começou sua carreira na música no ano de 2016 quando lançou seu
primeiro trabalho. Teve seu primeiro contato com a música mais ou menos
aos 11 anos, quando começou a tocar piano devido à sua paixão por
novelas, em especial Malu Mader.
Não obteve disciplina no piano e migrou para o violão, instrumento que lhe
apetece mais, e ganhou domínio tocando e cantando a música “Pássaro de
Fogo”, de Paula Fernandes. Seu nome artístico é um apelido carinhoso de
sua melhor amiga Fernanda.
Suas primeiras performances ao vivo aconteciam principalmente em
eventos abertos ao público, com destaque para o “Ensaio na Aberto” que
sempre acontecia em Aracajú, sua cidade natal, onde conheceu pessoas
importantes, viveu momentos marcantes em bons e maus sentidos, que
influenciam e auxiliam em seu primeiro EP, “Akoya”.
Composto como forma de desabafo, cuja produção foi financiada por
pessoas de sua cidade, de seu bairro e de sua escola através de uma urna
que lhe foi dada na escola em prol da produção, pelo “Seu Paulo”
marceneiro. O EP foi produzido por Bem Gil e Domenico Lancellotti.
Em 2017 lançou seu segundo trabalho solo “Jacarecica no Zoio”, single que
possui grande significado na sua composição, pois é um termo recitado por
sua avó: “corre mais água em meus olhos que rio “Jacarecica”, expondo um
dos seus maiores diferenciais que é pensar em possíveis composições com
falas cotidianas. Este foi seu último trabalho solo antes de formar a banda
Ipásia.
Já na banda, onde ocupava os vocais e o primeiro trabalho foi lançado em
2018, com o single “Tanto”, que em 2019, veio a se tornar a primeira faixa
do álbum “IGNATIA”. Ipásia possui um som categorizado como “dream
pop” como categorizado por portais de música quando seu último EP
“Voragem” foi lançado em 2021.
2022, já de volta a sua carreira solo e com grandes influências de Clarice
Lispector, Tori lança o single “Descese”, um termo dado por uma das
comentadoras da obra de Clarice para explicar a intensidade por trás das
suas personagens, com produção também de Bem Gil e Domenico
Lancellotti e Bruno Berle, com quem também faz feat no som e que nunca
havia conhecido pessoalmente até o final da gravação do single. O termo e
nome do trabalho será também o nome do álbum, que já possui a faixa Dies
Irae, também inspirada em contos de Clarice, este de mesmo nome,
seguindo uma musicalidade MPB, distribuído pelo selo PWR cuja parceria
se estende desde os tempos de Ipásia.
A cantora possui parcerias em sons da banda El Presidente, no single EDF
FUTURO, e na faixa “Vou-me Embora” da banda Vários. Em seu futuro
álbum veremos composições de João Carvalho, vocalista da banda El
Presidente e de Pedro Fonte, baterista e compositor que toca com o cantor
Rubel e na banda Cícero.
Letrista, Rockeira e Experimentadora: Tori

ESCRITO POR:
MATHEUS CLEMENTE

Foto: Raposa de Marte
